Com tornozeleira eletrônica, Alfredo Kaefer cumpre pena em prisão domiciliar

quinta-feira, 16 de julho de 2020 Política

O ex-deputado federal Alfredo Kaefer cumpre desde quarta-feira (15) prisão domiciliar em Cascavel com uso de tornozeleira eletrônica. Ele foi condenado a 4 anos e 6 meses de detenção por crime contra o sistema financeiro nacional, tendo praticado concessão de empréstimos vedados entre duas empresas as quais era ligado.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) narra que a empresa Sul Financeira, controlada por Kaefer, realizou operações de desconto de títulos à Diplomata Industrial e Comercial Ltda., também controlada pelo ex-parlamentar, o que é expressamente vedado pela Lei 7.492/1986.

A justiça considerou que quando a prática criminosa ocorreu, Kaefer detinha 84,7% do capital social da Diplomata e exercia o cargo de direto presidente da Sul Financiera. As cartas de crédito foram emitidas no ano de 2000, quando Alfredo fazia parte do conselho de administração.

Anos depois, empresas do grupo, incluindo a Diplomata, acumularam dívidas e entraram em recuperação judicial. Considerando os impostos não pagos, a dívida é de cerca de R$ 1,7 bilhões.
Kaefer ainda tenta na justiça retomar a gestão das empresas durante o processo de recuperação.

**A pena

Ele deve cumprir um sexto da pena nesta forma de regime antes de progredir ao aberto, o que corresponde a 9 meses, mas é possível que a defesa busque encurtar o prazo.

**Outro lado
A defesa de Kaefer emitiu uma nota dizendo que as operações financeiras supostamente irregulares ocorreram entre 2000 e 2003. Segundo ele foram “meros erros administrativos e contábeis”, não fraudulentos e que não geraram prejuízo a terceiros.

A nota diz ainda que a condenação não está ligada as atividades parlamentares exercidas por Alfredo por 12 anos. Kaefer afirma ainda que mesmo discordando da decisão judicial, irá cumprir o que for determinado.


 

Fonte: CGN

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